• Laura Hofmann

    Prezados,
    Adorei o podcast e sou grande fã, sendo que sempre escuto os episódios.
    Por mais que em geral concorde com o rumo dos debates creio que hoje posso dizer que me senti representada, obviamente, pela participação da RIvi. Isso porque um comentário dela acerca do filme resumiu tudo o que precisamos atentar quando falamos de algo longe de nosso escopo. O melhor termo para ilustrar seria a empatia. Como ela disse o filme teria falhado ao demonstrar o quão dolorida tais situações são quando se é mulher, passando por algumas situações. Sendo um episódio voltado ao filme em questão isso é extremamente relevante, mas não deixa de fazer ponte para uma questão: representatividade. Isso porque é NORMAL ser incapaz de entender completamente o que uma pessoa passa quando não estamos no lugar dela. Eu passo por isso todos os dias. Sou mulher e passou por uma série de situações desagradáveis diariamente por ser mulher, desde de o olhar inconveniente até o medo de andar na rua em determinados horários. Todavia em sei que ainda assim sou uma privilegiada em vários momentos, como muitas vezes menciono, em razão da minha educação, classe social, cor de pele e cabelo e inclusive (pasmem) prática de artes marciais. O dia em que me dei conta disso foi extremamente dolorido. Vou resumir o caso: eu voltava tarde da noite depois de uma aula de jiu jitsu e me sentei do lado de uma menina que não devia ter mais que 21 anos, negra, com um bebê muito pequeno no colo. Ela estava agitada ligando para a mãe, avisando para a mãe ficar tranquila que ela já ia chegar, que o bebê estava bem e que ela tinha conseguido juntar o dinheiro para o remédio da avó e pego o do bebê no pronto socorro. Então eu vi o quanto ela era muito mais vulnerável que eu, com um bebê pequeno, medo de andar de noite na rua, mas tendo que sair e possivelmente numa casa em que só haviam mulheres.
    Não tem problema ser incapaz de saber o que o outro passa. O problema é não ouvir o outro e não entender o que este sente. Esse problema se estende a toda a sociedade. Por isso o protagonismo (outro termo para se entender as discussões que ocorrem hoje) é importante. Trata-se de colocar aquele que tentamos entender no centro da conversa dar voz a este. Até porque mesmo entre um mesmo grupo de pessoas há divergência. Daí a necessidade de olhar para o ser humano.
    O debate é extenso e com certeza desenvolve-lo é a única forma de conseguir alguma evolução.

  • Augusto Ganzert

    Escutando o podcast, eu pensei: Como eu adoro esses caras!

  • http://pilton.tumblr.com/ Ivan

    É tão estranho a pessoa tentar defender posições justas e não conseguir nada além de repetir senso comum e cagar regras.

    Acontece.

  • HaRRy Poste

    Fiquei um tempo sem ouvir vocês, voltando agora que bateu aquela saudade hehe!