• Aline

    Bacana a discussão do podcast

  • Natanael

    Até que enfim mais um episódio, andavam sumidos eim!! rsrs
    ótima discussão, pra variar né!! Se quiserem saber um pouco mais sobre AIDS, existe o podcast do SciCast que fala sobre isso, o link:
    http://www.scicast.com.br/scicast-003-aids-parte-1/
    http://www.scicast.com.br/scicast-004-aids-parte-2-com-atila-iamarino/

    É excelente tbm…

  • Diogo Broner

    Aline, legal ouvir alguém que é da área.

    Eu sei que a Anvisa é bem eficiente na fiscalização, mas não tinha ideia de que era boa também na aprovação. Para falar a verdade, a única queixa que ouço a respeito se refere ao tempo que leva para que patentes sejam aprovados, e à importação de material de pesquisas, tanto pelo custo (impostos) quanto pelo tempo. É isso mesmo?

    Agora, pelo que entendi, o custo da Pesquisa e Desenvolvimento é tão proibitivo e de risco tão alto que só os gigantes do setor são capazes de assumi-lo, e mesmo assim, com subsídio do governo tanto na pesquisa como nos tratamentos. Eu conheço um pouco esta indústria, sei que movimenta quantias sem fim de dinheiro e com margens muito altas, o que eu não sei é se estas margens permanecem altas depois de descontado o custo da pesquisa.

    O que eu tenho muito interesse em saber é como a indústria de genéricos funciona – como conseguem ter preços tão baixos. É só a margem de lucro? Ou também diminuem a quantidade de princípio ativo (é assim que chama) no medicamento? Ou têm regimes de impostos especiais – sei que no Brasil a carga de impostos é de 34%, contra uma média mundial de 6%, e que foi rejeitada uma PEC para mudar isso. Não sei se é diferente para os genéricos. Você sabe disso? Alguém sabe?

  • Aline

    Oi Diogo…
    Vamos lá…
    Eu considero eficiente em ambos casos porque a aprovação é confiável!
    Burocracia é grande também, e isso não sei se sei mensurar pra você, já que a empresa que trabalhava também era cheia de processos internos rs.
    Quando uma molécula vem pra cá para ser lançada, ela é avaliada pela Anvisa, minuciosamente. Não tem como esse processo não ser demorado. Outra questão é que existe uma série de informações que são passadas a para serem avaliadas, mas caso alguma falte, o processo começa todo de novo, então precisa ser organizado e dedicado para cumprir prazo esperado pro lançamento da molécula/produto no mercado.
    Trazer as informações e princípio ativos não é simples, nem barato, mas essas coisas ficam no custo provisionado para aquele lançamento de produto…
    Quando é iniciado estudo de moléculas, não se sabe onde vai chegar. São estudados milhares de moléculas, para encontrar uma que traga a cura para alguma doença, então demanda muita pesquisa e estudo que acontecem em no mínimo dez anos. Os investimentos são altíssimos, e o lucro também. Os impostos são altos, mas o governo que tem interesse em trazer aquela cura para o país e paga/investem naquela
    pesquisa, porque isso também pode trazer pra ele lucro lá na frente, por erradicar uma doença (nada é pensado para benefício imediato).
    Depois que uma molécula é encontrada, acontece todo processo de aprovação e comprovação do estudo, até que o medicamento possa de fato chegar para as pessoas. Mesmo depois do medicamento lançado, os estudos clínicos nunca ficam parados e assim, novas associações entre moléculas são feitas para trazer a cura/melhoria da qualidade de vida para mais doenças (isso também é patenteado em paralelo).
    Então a partir de uma molécula bacana encontrada, ela poderá dar origem a mais de um tipo de medicamento, e formam famílias de medicamentos com diferentes dosagens e tratamentos propostos.
    Apenas lembrando que existem os remédios primários (esses que envolvem pesquisas), os similares (parecidos, fabricados com algum composto diferente, mas mesma finalidade) e os genéricos (mesma receita do primário).
    Sobre as indústrias de genéricos, não tem custo de pesquisa, apenas de reprodução exata da “receita” da indústria primária, então a margem deles de lucro é altíssima, tem apenas custo de matéria-prima, produção, treinamento(que também é copiado e vai na onda do sucesso da primeira versão) e mão-de-obra. Em alguns países, todo trabalho de treinamento (Representante que explica sobre a molécula, benefícios do tratamento e porque o médico deve receitar no tratamento de novos pacientes) e força de vendas (Representante vendedor para farmácias, mas que também possuem informações dos medicamentos) são reconhecidos e ganham mercado, sendo depois copiados para países com desempenho pior. Também tem questões não éticas envolvidas, de indústrias que bancam médicos em viagens para simpósios, congressos, ou qualquer evento médico, e acabam ganhando projeção, como tem no filme “Amor e outras drogas”, que fala da época do bum que foi o lançamento do Viagra no mundo.
    São muitas questões rs não sei se consegui ilustrar pra você, mas é um processo muito grande com muitas questões envolvidas…

  • Diogo Broner

    Acho que sim!

    E qual a sua opinião sobre a quebra de patentes?

  • BASEADO EM HISTÓRIAS REAIS

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  • Aline

    Não sou a favor.

  • Bianca Bonbana

    Scicast é simplesmente ótimo!